Você já viu Oldboy?
Dirigido por Chan-wook Park, faz parte da famada "Trilogia da Vingança", três filmes desse diretor coreano que falam basicamente de vingança. Pura, brutal, inimaginável.
É o único dos três que eu vi, e o mais famoso deles, já que ganhou prêmios pelo mundo afora e tem uma ou outra cena que o tornaram célebre. A atuação notável de Min-sik Choi carrega o filme com uma energia desnatural, interpretando um homem simples com uma vida simples que simplesmente acaba aprisionado por 12 anos num apartamento sem explicação nenhuma. Quando sai, parte para conseguir vingança e descobrir quem fez isso com ele, não necessariamente nessa ordem.
O que desenrola é uma das mais doentias histórias que eu já vi em um filme. Criativo, inesperado, horrível, perturbador, com uma fotografia intensa, uma direção inteligente e um desenrolar surpreendente, e é claro, aquele ar de "não é pra todo mundo", não deu outra. Virou cult.
Aí é que está o pepino. Um filme bem original, que inclui o primeiro assassinato a dentadas de uma lula por um ser humano filmado na história do cinema, não precisa ser refeito. Eu poderia entrar nos méritos de "Ah, se fosse para ser refeito, que fosse refeito por diretor tal" não não não. Não tem que ser refeito.
Os americanos observam o cinema internacional atrás de coisas para adaptarem quando falta idéias. E para que essas histórias sejam conhecidas pelo público americano comum, o "povo burro". Para que eles vejam tudo em inglês, sem o problema de ter que gastar um neurônio a mais lendo legendas.
Um ultraje ver um filme coreano, de fato.
Agora me expliquem essa notícia, que você lê em inglês aqui: http://www.aintitcool.com/node/39005.
Steven Spielberg está pensando em dirigir e Will Smith está pensando em estrelar... Para entender o motivo de eu ter feito um post sobre isso, assista Oldboy agora, depois volte aqui.
Olha que eu vou falar levemente sobre spoilers hein.
Bom, agora que você já viu Oldboy, você entende, não entende? Você sabe porque o Spielberg, mesmo sendo um dos maiores gênios do cinema, conseguindo fazer até o Tom Cruise atuar com genuinidade, visionário por trás de E.T., Jurassic Park, Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Indiana Jones, etc, não tem nada a ver com Oldboy. Se o Spielberg quisesse algo completamente fora do comum, ele teria ido a um fora do comum muito mais comum. Você sabe disso, porque para o Spielberg, O Terminal é sair do comum. Agora, vingança desalmada, traumas sexuais, auto-mutilação e incesto é incomum "Tarantino".
Ou seja, ele e seus produtores vão acabar com o filme original. Vão "castrá-lo". Vão podar toda sua imponência, todo o seu fator perturbador, e vão enlatar e vender pro público americano.
E quando não pode ficar pior, o Will Smith ainda pode fazer o papel principal. Não que ele não seja talentoso, ou muito bom. Mas se você não entende porque eu abomino a idéia de Will Smith interpretar o protagonista de Oldboy, você não viu Oldboy ainda, e está lendo demais.
(Nota: Percebeu uma homenagem aos games no Oldboy? A cena do Martelo. Fantástica referência a milhões de side-scroolers por aí.)
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Flawless Victory

Barack Hussein Obama venceu a eleição para presidência americana.
Primeiro presidente negro que os EUA elegem.
Depois de uma campanha fantástica, apoiando-se na idéia principal de "mudança", Obama vence o adversário John McCain, um herói de guerra que estava muito manchado pela imagem do pior presidente a história americana, Nosso Querido Companheiro George W. Bush.
Tem gente que acha que o Obama é terrorista. Porque muitos americanos são fanáticos e acreditam em qualquer coisa que lêem. Tem gente que acha que ele é um louco, que tem contatos com a Al-Queada, que é um duas-caras.
No final, esse é o presidente. E mudanças virão. O país mais racista do mundo elegeu um negro, o país em mais pé de guerra do mundo elegeu um democrata.
Obama não poderá, por exemplo, tirar as tropas do Iraque como prometeu sem devastar o povo e a parca estrutura. E ele tem uma crise gigantesca pela frente para tratar. Que Deus o ajude. Ele está com o mundo na mão. Aqueles botõezinhos vermelhos na mesa do salão oval ainda funcionam...
Fiquem com duas partes da mega-campanha de Obama que eu achei fabulosas.
A primeira é uma sátira do lendário anúncio da Budweiser.
A segunda é uma sequência de artes conceituais feitas por diversos designers com base na imagem de Obama e em seus discursos. Clique no Ablackham Lincoln para acessar.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Saco cheio?
Luana Piovani tem o carinho de amigo após fim com Dado DolabellaPara Dado Dolabella também não há mais volta, diz jornal
Luana Piovani atribui término ao ciúme de Dado Dolabella
‘Ele está sofrendo muito’, diz Michel Asseff advogado de Dado Dolabella
Luana Piovani é só carinho com camareira agredida por Dado Dolabella
Sites, jornais, blogs, spams.
Sério gente, QUEM SE IMPORTA?
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Em terra de cegos... e surdos...
Leiam essa notícia do Omelete.
http://www.omelete.com.br/cine/100015488/Ensaio_Sobre_a_Cegueira.aspx
Cegos dizem que o filme transforma-os em monstros amorais estupradores comedores de criancinhas.
A piada de humor negro óbvia é "Mas eles nem viram o filme poxa! Como estão falando isso?".
Caramba, o filme não mostra como os cegos são maus. Ele mostra como todo mundo é mau, e que num momento em que todos estão no mesmo barco, e o barco não é um barco confortável, essa maldade vem à tona.
Ah caramba, todo mundo quer tirar uma graninha de todo mundo. Eu vou processar o Peter Jackson porque o Senhor dos Anéis mostra pessoas baixinhas como sendo tremendos bunda-moles (o Frodo, pelo menos).
http://www.omelete.com.br/cine/100015488/Ensaio_Sobre_a_Cegueira.aspx
Cegos dizem que o filme transforma-os em monstros amorais estupradores comedores de criancinhas.
A piada de humor negro óbvia é "Mas eles nem viram o filme poxa! Como estão falando isso?".
Caramba, o filme não mostra como os cegos são maus. Ele mostra como todo mundo é mau, e que num momento em que todos estão no mesmo barco, e o barco não é um barco confortável, essa maldade vem à tona.
Ah caramba, todo mundo quer tirar uma graninha de todo mundo. Eu vou processar o Peter Jackson porque o Senhor dos Anéis mostra pessoas baixinhas como sendo tremendos bunda-moles (o Frodo, pelo menos).
Em terra de cego...
Gosto bastante de histórias que desmontam um pilar conhecido da existência humana. Quando bem feitas, demonstram o que o homem pode fazer quando se vê em determinada situação extrema, e nos fazer pensar "o que eu faria nessa situação".Ensaio Sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles, desmonta a decência, a sociedade e o moralismo humano, ao criar um cenário onde as pessoas ficaram cegas.
Uma epidemia de cegueira começa a se espalhar por um país desconhecido. Pouco a pouco, todos vão ficando cegos, e o governo, não sabendo o que fazer, decide criar uma quarentena.
Então é criado um universo paralelo, que pouco se comunica com "o mundo de fora", e onde novas leis e novas regras valem. E lá dentro, o primeiro a conseguir vantagem sobre os outros tenta manter essa vantagem, atravessando qualquer ética possível.
E no meio de um monte de cegos temos o personagem de Julianne Moore, que resiste à doença, novamente sem explicação. Só sabemos o que ela sabe, que ela precisa ficar perto do marido, afetado pela cegueira. Nada mais importa.
Nessa terra de cego, ela não se vê como rei. Se vê como escrava, porque não pode governar quando está no meio das necessidades do povo. Ela ajuda, ela lidera, ela limpa, alimenta, cura, o máximo que pode. E não pode fazer nada quando aproveitadores tomam vantagem sobre a situação do universo em questão.
É um filme bem pesado. Deveria até ser mais, pelo que ouvi de notícias que o Fernando Meirelles precisou retirar algumas cenas de violência contra mulheres para deixar o filme menos intragável. Mas não é na violência gráfica, e sim na psicológica. A total quebra de moralidade quando você tira algo tão primordial e natural para a sociedade como um todo, 'ver', é bem impactante. Vemos isso em um ou outro filme futurista, no qual a sociedade se ve quebrada, e o mundo vira "terra de ninguém".
Os atores estão excelentes, a própria Julianne Moore conduzindo o filme com naturalidade e carisma. Gael Garcia Bernal, que interpreta um dos cegos aproveitadores, se esbalda no papel, engolindo quem quer que esteja em cena com ele. Alice Braga dá uma ótima demonstração internacional de que tem talento, bem além do que foi em A Lenda. Mark Ruffalo e Danny Glover estão fazendo o de sempre, não sendo esplêndidos, mas no mínimo competentes.
Agora, a genialidade que há em Fernando Meirelles é outra história. Quando você lê o livro de José Saramago, você tem a impressão de ver tudo branco, já que a doença causa uma cegueira branca. O filme inteiro é saturado de uma cor leitosa, perolada, criando um ar quase etéreo, de irrealidade. E então você vê pessoas reais, acontecimentos reais, lugares reais, que apesar de não representarem lugar específico nenhum, ancoram você na realidade da coisa. Um fenômeno fantástico levando pessoas comuns de lugares comuns a situações incomuns.
Ver São Paulo em um filme é uma coisa, mas ver uma São Paulo pós-apocaliptica é outra. Não faço a menor idéia de quantos pauzinhos Meirelles precisou mexer pra limpar as ruas de pedestres e carros e maquiá-las com o caos de uma cidade cega. É fantástico, imagens incríveis, que para nós, ou para mim, pelo menos, que vejo aquele cenário todos os dias, estando na tela do cinema sob aquela perspectiva criam uma empatia. Mas para o resto do mundo, aquelas imagens querem construir uma cidade inexistente. Porque a cidade não tem nome, o país não tem nome, e os personagens não tem nome. Porque num mundo de cegos, nomes não tem importância, como está no livro e é mencionado no filme.
Pessoas reais em situações extremas, de crueldade e de ignorância governamental. É um belo estudo da natureza humana, tanto negativo quanto positivo. As pessoas são capazes de se aproveitar das outras quando todos estão no mesmo barco. Mas pessoas também são capazes de serem heróis quando se vêm numa situação superior à de outras.
sábado, 20 de setembro de 2008
DEMOcracia - Totalmente desplugada.

Assistam a esse excerto da campanha da Marta Suplicy para prefeitura de São Paulo 2008.
Yes! Internet grátis banda larga para São Paulo inteira!
4 mil antenas! Permitindo o acesso à Internet para toda a população de São Paulo! Mas essa Marta é uma santa!
Graças a Deus eu não sou católico.
Um dia, depois de ver a participação do Eduardo Suplicy na estréia do CQC, eu comentei com meu pai como o Supla Pai era um cara bem humorado.
"Pra ter aguentado a esposa que teve, só com bom humor mesmo".
Não tem como não ser verdade. Tanto como não tem como levar a sério a ex-prefeita, ex-sexóloga, ex-ser humano Marta Suplicy nessa nova campanha eleitoral. Enquanto Kassab propõe continuar com suas bem-vindas mudanças, Alckmin propõe trabalhar a desigualdade social e Maluf propõe cobrir os rios de São Paulo, Marta propõe banda larga grátis pra cidade inteira.
O que é muito bom para quem tem notebooks, e muito ruim para o resto. Inclusive para quem tem notebooks.
Internet de banda larga grátis, se vier com qualidade, vai quebrar todas as empresas provedoras de banda larga. Mesmo se vier com qualidade, com o universo paulista online, vai acabar sendo aquela internet de conexão dúbia, tornando o "Monstro do Lag" um inimigo público. Enfim, as empresas que dependem de internet, como a minha, a sua, a de todo mundo, não poderiam depender dessa internet.
E é claro. Como é que você vai levar a faixa pobre de São Paulo a ficar online? A prefeita vai doar notebooks grátis também (Com Firefox, é claro!)? Não é necessário, afinal é só você roubar o notebook de alguém para ficar online, como todo bom assaltante paulista pensa.
É isso aí galerinha. Populismo e demagogia são praticamente pólices das campanhas do PT. É exagero dizer que um comercial de TV feito com fantoches insultaria menos a inteligência do povo do que essa proposta, de fato é. Mas tá pau a pau.
E não é que essa fubanga ainda tá na frente?
E o que houve com ela, ela teve algum derrame pra estar assim na propaganda?
Respeitos a Gedeone Malagola
Morreu Gedeone Malagola. Você nunca ouviu falar dele, aparentemente. Mas saiba que ele foi um herói.
Não é todo mundo que dá a devida importância a quadrinhos, especialmente quadrinhos de super-heróis. Mas já é hora das pessoas que se dizem "adultas" descerem do tamanco e admitirem que esse ramo de literatura tem uma profunda importância na cultura. Sua simbologia, seu desenvolvimento, sua iconografia já é parte reconhecível de inúmeros pedaços da vida do ser humano. Ou seja, é uma forma de expressão ampla. Ou seja, para os "descritivamente limitados", é arte.
Como desenhista, fã de quadrinhos, ilustrador, cartunista e roteirista, tenho que prestar meus respeitos a qualquer um que luta para desenvolver esse tipo de arte no Brasil. Se no resto do mundo as pessoas já dificultam a exposição desse tipo de arte, imagine no Brasil, onde o povo é ignorante e o Paulo Coelho é sinônimo de literatura.
Gedeone Malagola criou vários personagens que não lutavam contra o mal em Nova York ou em Los Angeles, e sim voavam pelos céus de São Paulo, de Brasília. O maior personagem que criou, Raio Negro, encontrou um alienígena moribundo e recebeu dele um anel de poder. Ok, muito mais do que uma "referência" ao Lanterna Verde, mas era nosso. Era brasileiro. Era uma história completamente criada aqui que chegou às bancas e não era do Maurício de Souza. Isso é uma façanha, ainda mais na época em que saiu.
Malagola ainda criou outros personagens, como o Hydroman e o Homem Lua, roteirizou mais de mil histórias para outros desenhistas e criou histórias de terror e infantis.
Artistas assim não nascem todo dia. São referência para todos.
domingo, 14 de setembro de 2008
Silas e a turminha em: Perigo Perigo Perigo. Em Bangkok.
Vamos escolher um filme para assistir. Temos Hellboy II, que a crítica, a normal e a nerd, aplaudem. Temos Ensaio Sobre a Cegueira, que crítica por crítica, o próprio autor do livro chorou quando viu. E temos um amigo chamado Ivan.
Ele é conhecido por ser, acima de tudo, sincero. É conhecido por outras coisas também, mas para que você, que não conhece o Ivan, não o julgue erroneamente (ou o julgue corretamente, mas não tão bem assim), eu vou falar só de uma das características dele, que descobrimos ontem.
Ele queria assistir Perigo em Bangkok.
"NOTHING IS DEADLIER
THAN A HITMAN
THAT HITS BACK."
Sentiram o drama né.
Acho que esse foi o pior filme que eu assisti num cinema. Na TV eu já vi House of the Dead (ou outros do Uwe Boll), em DVD já vi O Pequenino (ou outros dos irmãos Wayans), mas pagando 7 ou 8 reais suados do trabalho que Deus me deu para assistir em tela grande, esse ganha.
Primeiro: este é mais um filme estilo "coleção de clichês". Segundo, é um filme dos irmãos Pang. OS IRMÃOS PANG. Não os Watchowski, não os Cohen. Os PANG. Nicholas Cage interpreta um assassino profissional que roubou o cabelo do Tom Hanks em Código Da Vinci, e que é um incrível bunda mole. Sabe o clichê do assassino que tem três ou quatro regras inquebráveis, e que em algum momento quebra uma (ou todas) elas por causa de algum personagem secundário, e que por isso arranja muita confusão? Tem nesse filme. Ele vai a Bangkok para matar umas pessoas para a máfia local, fica amigo de um mané local, começa a sair com uma caixa de farmácia SURDA-MUDA local, e você sabe o que acontece. Vai, sabe sim.
A lista de clichês que o filme copia é invejável. Tem Máquina Mortífera. Tem O Profissional. Tem Karatê Kid. Tem A Outra Face. Tem o que você quiser. Só que tudo feio. Tudo tosco. Sem nem a decência de colocar frases de efeito machonas, como "Este é o meu estilo de limpeza, babe." que são capazes de salvar o que quer que seja.
Moça que faz o assassino repensar a vida? Tem. Conflito de consciência por "mas eu estou matando alguém bom!"? Tem. Amigo menos capaz que acaba virando aprendiz? Inacreditavelmente tem. Problemas pela "moça SURDA-MUDA" ser contra essa coisa de matar pessoas? Tem. Mafiosos amorais que estão lá para não serem mafiosos, e sim carne de açougue? Tem. *Spoiler* Personagem principal que se mata junto com vilão porque A) Cansou de viver B) Já tá baleado mesmo C) Quer deixar uma mensagem para quem sobreviveu? Tem. *Spoiler*
O Nicholas Cage fez isso de favor, ou pra pagar as contas.
Não vão assistir Perigo em Bangkok. Eu suplico.
E nunca deixe o Ivan escolher o filme. Você acreditaria que além de tudo, no meio do filme ele dormiu e só acordou depois do final? Se conhecesse ele, com certeza acreditaria.
Ele é conhecido por ser, acima de tudo, sincero. É conhecido por outras coisas também, mas para que você, que não conhece o Ivan, não o julgue erroneamente (ou o julgue corretamente, mas não tão bem assim), eu vou falar só de uma das características dele, que descobrimos ontem.
Ele queria assistir Perigo em Bangkok.
"NOTHING IS DEADLIER
THAN A HITMAN
THAT HITS BACK."
Sentiram o drama né.
Acho que esse foi o pior filme que eu assisti num cinema. Na TV eu já vi House of the Dead (ou outros do Uwe Boll), em DVD já vi O Pequenino (ou outros dos irmãos Wayans), mas pagando 7 ou 8 reais suados do trabalho que Deus me deu para assistir em tela grande, esse ganha.
Primeiro: este é mais um filme estilo "coleção de clichês". Segundo, é um filme dos irmãos Pang. OS IRMÃOS PANG. Não os Watchowski, não os Cohen. Os PANG. Nicholas Cage interpreta um assassino profissional que roubou o cabelo do Tom Hanks em Código Da Vinci, e que é um incrível bunda mole. Sabe o clichê do assassino que tem três ou quatro regras inquebráveis, e que em algum momento quebra uma (ou todas) elas por causa de algum personagem secundário, e que por isso arranja muita confusão? Tem nesse filme. Ele vai a Bangkok para matar umas pessoas para a máfia local, fica amigo de um mané local, começa a sair com uma caixa de farmácia SURDA-MUDA local, e você sabe o que acontece. Vai, sabe sim.
A lista de clichês que o filme copia é invejável. Tem Máquina Mortífera. Tem O Profissional. Tem Karatê Kid. Tem A Outra Face. Tem o que você quiser. Só que tudo feio. Tudo tosco. Sem nem a decência de colocar frases de efeito machonas, como "Este é o meu estilo de limpeza, babe." que são capazes de salvar o que quer que seja.
Moça que faz o assassino repensar a vida? Tem. Conflito de consciência por "mas eu estou matando alguém bom!"? Tem. Amigo menos capaz que acaba virando aprendiz? Inacreditavelmente tem. Problemas pela "moça SURDA-MUDA" ser contra essa coisa de matar pessoas? Tem. Mafiosos amorais que estão lá para não serem mafiosos, e sim carne de açougue? Tem. *Spoiler* Personagem principal que se mata junto com vilão porque A) Cansou de viver B) Já tá baleado mesmo C) Quer deixar uma mensagem para quem sobreviveu? Tem. *Spoiler*
O Nicholas Cage fez isso de favor, ou pra pagar as contas.
Não vão assistir Perigo em Bangkok. Eu suplico.
E nunca deixe o Ivan escolher o filme. Você acreditaria que além de tudo, no meio do filme ele dormiu e só acordou depois do final? Se conhecesse ele, com certeza acreditaria.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Meu filho vai ser assim.
Criança dançando funk? Cantando música da Ivete? Sorrindo quando ouve NxZero ou batendo o pé no ritmo de rap nojento?
Não meus amigos, meu filho vai ser rockeiro.
(Copiado com uma impressionante cara-de-pau do Sedentário)
Não meus amigos, meu filho vai ser rockeiro.
(Copiado com uma impressionante cara-de-pau do Sedentário)
quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Don Lafontaine - 1940 - 2008
Don Lafontaine era o cara dos trailers. Era dele a voz que reverberava pela sala de cinema antes do filme começar.
Com 750 mil comerciais e mais de 5 mil trailers, o cara é uma tremenda lenda Tinha um dos trabalhos mais legais do mundo. Parodiado, imitado, referenciado por quase tudo e todos.
Faleceu nesta segunda-feira, aos 68 anos. Os trailers simplesmente perderam atratividade agora.
Com 750 mil comerciais e mais de 5 mil trailers, o cara é uma tremenda lenda Tinha um dos trabalhos mais legais do mundo. Parodiado, imitado, referenciado por quase tudo e todos.
Faleceu nesta segunda-feira, aos 68 anos. Os trailers simplesmente perderam atratividade agora.
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